As Fotos



Américo Nunes, junto ao seu primeiro Porsche 356, no dia de um rali particular da Casa do Pessoal da Guérin, disputado por volta de 1960.
   
Circuito de Montes Claros, 1963: apesar de ser um piloto mais conhecido pelos feitos nas provas de estrada, Américo Nunes desde cedo que também conheceu o gosto de guiar em circuito. Aqui nesta foto, podemos ver o piloto com o Porsche 356B IA-79-27 a caminho do 5º lugar da geral de uma corrida que foi ganha por Mané Nogueira Pinto, ao volante de um Jaguar E.
   
1964: o Porsche 356 SC “Selvagem” foi a opção seguinte de Nunes, tanto para a velocidade como para as provas de estrada. Este carro ofereceu ao piloto as suas primeiras vitórias à geral.
   

Rali da Camélias, 1964: com o 356 SC na Praia das Maçãs, a caminho do primeiro lugar no grupo.

 
Rali Aniversário do Benfica, 1964: com o 356 SC venceria mais uma vez o grupo.
 
Volta a Portugal, 1964: sempre com o “Selvagem” em frente aos Jerónimos, na estreia de um novo visual...
 
Circuito da Guia, Cascais, 1965: em frente ao Jardim da Gandarinha, no dia de estreia do novo e singular Porsche 356B Carrera 2000 GS/GT (chassis #122 992). Por desgostar da traseira do carro (desenhado por Ferdinand Alexander Porsche) Nunes modificou em seguida a linha do GS/GT, modelo do qual só terão sido produzidos dois exemplares.
 
Vila do Conde, 1965: o Porsche 356B Carrera 2000 GS/GT, já modificado por Américo Nunes para o padrão 904 GTS, inspirado nos desenhos de um catálogo que a Porsche lhe tinha enviado pouco tempo antes. Este carro foi homologado em Grande Turismo, usando o mesmo expediente que a Ferrari ensaiou com o 250 GTO, de modo a contornar a obrigatoriedade de construir 100 exemplares. A CSI aceitou que o Carrera 2000 GS/GT fosse considerado como uma extensão de homologação do 356B, apesar da carroçaria de alumínio, ser derivada do protótipo 718 Coupé.
 
Volta a Portugal, 1965: Américo Nunes e Evaristo Saraiva, com um "look" aparentemente estudado para vincar bem a equipa, junto ao Porsche Carrera 2000 GS/GT
 
Montes Claros, 1966: neste ano em que se começou a disputar o Campeonato Nacional de Velocidade, o 356 B Carrera 2000 GS/GT de Nunes corria a segunda época e viria a conhecer uma nova versão de traseira, novamente idealizada e executada pelo próprio piloto. Desta vez passou a ser um coupé, eventualmente inspirado nos Porsche Carrera Abarth. Recorde-se que em termos profissionais, Nunes era um dos maiores especialistas de carroçarias em Portugal e que estas intervenções estéticas implicavam modificações tecnicamente muito elaboradas.
 
Montes Claros, 1966: Américo Nunes, com o Porsche 356 B Carrera 2000 GS/GT, seguido pelo Ferrari 250LM de António Peixinho. Tanto o piloto do Porsche como o piloto do potente Ferrari com motor V12 viriam a desistir desta corrida que seria ganha por Aquiles de Brito ao volante de um Ferrari 275GTB.
 
Chegada da Volta a Portugal de 1967 que Américo Nunes, juntamente com Evaristo Saraiva, venceria ao volante deste 911S, mais precisamente o GL-61-22 vermelho, um dos dois 911 que o piloto utilizou ao longo da época de 1967. Por esta altura, o novo e sofisticado modelo da Porsche era um dos carros mais competitivos que um piloto privado podia aspirar possuir.
 
Após um acidente de estrada que destruiu o GL-61-22, Nunes utilizou este segundo Porsche 911 GL-96-60 (um modelo 2 litros, amarelo torrado). A foto foi feita na grelha de partida de Vila do Conde, pouco antes do começo de uma prova onde viria a alcançar o 4º lugar da geral. No final do ano, ao título de ralis juntar-se-ia também o de Grande Turismo e Desporto, na velocidade.
 
Com Evaristo Saraiva e o novo 911S BG-34-18 num controle do 2º Rali TAP. Note-se a utilização de pneus radiais, perfeitamente de série, como então era prática corrente nas corridas nacionais.
 
Américo Nunes aproxima-se do 911S BG-34-18, pouco antes de partir para a Volta a Portugal, onde viria a alcançar o 3º posto da Geral. Nesta altura o piloto de Lisboa era tão conhecido em Portugal como hoje o são as vedetas do futebol.
 
Américo Nunes com o mesmo 911S BG-34-18, no dia do GP do ACP de 1969, disputado no circuito da Granja do Marquês. Imagem de outros tempos, o mesmo carro era utilizado quer no CNR como no CNV. Caso raro no panorama do automobilismo desportivo nacional, este 911S ainda existe e é actualmente uma bela peça de colecção, propriedade de Jorge Nunes, um dos filhos do piloto.
 
Em 1970, depois de rodar o motor pela estrada entre Estugarda e Lisboa, Américo Nunes estreou o seu novíssimo 911 ST na rampa de Monsanto, onde conseguiu o sexto posto da geral. A rampa foi vencida pelo Porsche 906 de Carlos Santos, seguido do carro idêntico de Joaquim Filipe Nogueira (que Nunes viria a adquirir um ano depois). Note-se a matrícula provisória alemã, de exportação que seria posteriormente substituída pela portuguesa LH-36-76.
 
Rampa de Monsanto, 1970: Américo Nunes, perto do 911 ST, no dia em que se estreou aos comandos do carro que a imprensa apelidaria de "Bomba Verde" ou "Super bomba". À esquerda do 911, podemos ver o "nariz" do Ford GT 40 de Luís Fernandes que viria a ficar em 3º da geral. Nesta mesma rampa, Nunes também conseguiria o terceiro lugar entre os Fórmula Ford. Quanto ao 911 verde, tratava-se da pintura original do carro e o piloto só tomou conhecimento da opção cromática do departamento desportivo da Porsche, quando viu o "ST" pela primeira vez.
 
A primeira participação do Porsche 911 ST no Rali Internacional Tap saldou-se por um 7º posto da geral.
   
Américo Nunes com o Porsche 911ST LH-36-76 durante as filmagens de um filme de António Vilar, O realizador queria que o herói do filme que corria com um Mini Cooper vencesse o Porsche 911, mas Nunes recusou-se a aceitar tamanha afronta: o Mini venceria sim, mas somente após o Porsche desistir com (simulado) problema mecânico! E foi essa a versão final do argumento...
   
Com o 911 ST na oval do Estádio de Alvalade, no decurso do Rali do Sporting de 1971: nesta altura Américo Nunes já tinha alguns apoios publicitários, tanto do importador dos pneus Pirelli, como da Sacor e mesmo da English Leather que o piloto ainda hoje afirma desconhecer do que se tratava. Mas, pelo menos pagavam e isso é que era importante...
   
O ano de 1972 começou logo com uma grande aventura: uma ida ao Rallye de Monte Carlo. Mas nem tudo correu bem, até porque o LH-36-76 não estava bem adaptado ás condições de piso que encontrou., tornando a condução muito difícil nos pisos escorregadios das classificativas do Sul de França. A operação saldou-se por uma desistência perto do final, por excesso de penalização, na sequência de um acidente.
   
Rampa da Pena: ao longo da carreira, uma das raras infidelidades à Porsche em provas dos diversos campeonatos nacionais, deu-se em 1970, quando fez três corridas com um Lotus 61M de Fórmula Ford, começando logo por vencer na Rampa da Pena. Apesar de ter revelado um excelente andamento Nunes acabou por devolver o 61M a Augusto Palma, quando se apercebeu que em caso de acidente, os dedos dos pés poderiam ficar cortados pela suspensão...
   

Vende-se Porsche 906...

Foi este o modo como em 1971 foi anunciada no jornal Motor a venda do Porsche 906 de Joaquim Filipe Nogueira Apesar do texto optimista do anúncio, o carro não estava isento de problemas mecânicos, mas adquirido e posteriormente revisto, acabou por dar um derradeiro título de campeão de velocidade a Américo Nunes. Certamente, um dos últimos, senão mesmo o último título nacional obtido ao volante de um Porsche Carrera 6, em todo o mundo!

Este Porsche Carrera 6 foi propriedade do piloto britânico Jeff Edmonds que correu com ele em 1968, no campeonato britânico e ainda nos 1000 km de Brands Hatch e 1000 km de SPA. No final da época vendeu-o ao seu compatriota Nick Gold que por sua vez correu com este 906 em algumas provas do campeonato britânico e em Vila Real, onde o seu companheiro de ocasião, o português Joaquim Filipe Nogueira, danificou seriamente o carro num despiste na zona de Mateus. O carro foi recuperado e usado por Nogueira até meados de 1971, quando o cedeu a Américo Nunes. Campeão Nacional em 1972, Américo Nunes ainda usou este Porsche para alinhar no Circuito de Moçâmedes de 1973, tendo em seguida vendido o carro ao piloto local Herculano Areias que terá corrido com ele até 1974. Desconhecemos o destino do carro após 1974.

Detalhes característicos deste 906: ausência dos pequenos spoilers por baixo dos faróis e uma abertura na capota para refrigeração do habitáculo.

   
Em meados de 1971, Nunes adquiriu a Joaquim Filipe Nogueira este Porsche 906 (por uma quantia que rondou os 170.000$00), estreando o carro no Circuito de Vila Real de 1971.
   
Chegada a Vila Real, em 1972: como o orçamento para as corridas nunca foi o ideal, Américo Nunes ia habitualmente a rolar com os carros de competição até às provas onde participava. Com a aquisição do Carrera 6 o velho hábito continuou, com o pequeno senão do carro ser um verdadeiro Sportscar, sem grande vocação de estradista e, ainda pior... sem matrícula! No entanto, como os agentes da PVT já conheciam o piloto, a bem do desporto, lá iam fechando os olhos à pequena ilegalidade.
   
Vila do Conde 1972: um terceiro da geral, atrás do Lotus 62 de Ernesto Neves e do Porsche 907 de Carlos Santos , naquele que foi um proveitoso fim de semana no caminho do título nacional de Grande Turismo e Desporto. É que como não correram carros suficientes, a prova não pontuou para o campeonato, privando "Néné" Neves da hipótese de consolidar a liderança na referida competição. Em 1972 o Carrera 6 não tinha hipóteses de lutar com o Lotus 62 de Neves, nem sequer com o Porsche 907 2.2 de Carlos Santos e apenas a sábia regularidade de Américo Nunes pode permitir o que muitos julgavam impossível no início da época.
   
No circuito de Vila Real de 1972, à saída da curva da Salsicharia, e a caminho do terceiro posto entre os pilotos portugueses, depois de ter partido do 11º lugar da grelha. A corrida seria ganha pelo Lola T-290 de Claude Swietlick, de modo tão surpreendente, que poucos registos fotográficos existem, do inesperado vencedor. (Foto: O Volante, colecção Rui Queirós)
 
No início de 1973, sendo o Campeão Nacional de Velocidade em título, Américo Nunes fez parte de uma comitiva de pilotos da metrópole convidados para ir correr a Moçâmedes num circuito automóvel organizado no decurso das "Festas do Mar". Além do piloto que levou o seu fiel Carrera 6 para participar na corrida dos Grupos 2, 3, 4 e 5, também Carlos Santos (Aurora Porsche) e Ernesto Neves (Lotus 62) efectuaram a deslocação africana. A corrida disputada num pouco seguro circuito improvisado que passava na zona das docas, foi vencida por Ernesto Neves e Nunes ficou em 2º da geral, depois de uma luta intensa com Emílio Marta (Ford GT 40) e Carlos Santos.
 
Fazendo parte do ViP Racing Team, Américo Nunes iniciou a época de 1973 com este 911S 2.2, utilizado enquanto o novo Carrera RS não esteve disponível. A foto reporta à segunda prova do campeonato, o rali da Camélias, onde Nunes e Morais alcançaram um relativamente modesto 8º posto da geral.
 
Em 1973, estreia um novo Porsche, desta feita o espectacular 911 Carrera RS 2.7, com 210 CV e pouco mais de 900 Kg, com o qual correu integrado no VIP Racing Team, juntamente com o seu amigo e rival Giovanni Salvi (que dispunha de um 911 S 2.4). Na companhia de António Morais, Américo Nunes conseguiria dois triunfos absolutos com este 911, entre os quais no Rali Rainha Santa, onde foi feita esta foto. Estranhamente, o Porsche Carrera RS veio de fábrica pintado de roxo, mas quando correu fê-lo quase sempre decorado com o azul e cor de laranja do Team VIP. Posteriormente este Carrera RS CA-50-14 seria utilizado por Pedro Rasteiro, por António Borges nos europeus de ralis de 74 e 75, e por André Martinho nalgumas provas do Nacional de Ralis, entre 1977 e 1980.
 
Rali do Algarve, 1973: na final do campeonato, o Porsche Carrera RS CA-50-14 já tinha sido vendido, mas para esta prova foi de novo utilizado por Nunes que continuava a fazer parte do Team VIP. Por esta altura o carro já não possuía a decoração azul/laranja integralmente feita em película autocolante, sendo agora integralmente preto. No final, apenas o 8º posto da geral.
 
O único Porsche presente no Rallye Internacional TAP de 1974, foi este 911 S 2.4 DL-67-67 pilotado por Américo Nunes e navegado por António Morais (um dos melhores penduras que acompanharam o piloto ao longo da sua carreira). O carro é o mesmo que tinha sido utilizado por Giovanni Salvi em 1973 e agora foi inscrito no TAP pela Grantur Rent-a-Car de Salvi. Este 911 S tinha um motor de injecção a debitar perto de 195 cv, uma caixa de 5 velocidades e um diferencial autoblocante. Anos mais tarde -transformado em 911 SC de Grupo 4- regressaria ao nacional de ralis pelas mãos de Domingos Santos.
 
 
O regresso pós 25 de Abril deu-se no rali de Portugal de 1977, com o Porsche 911S 2.4 CG-39-87 adquirido a Jorge Abrantes e preparado por si próprio nas oficinas de um amigo. Seria este carro que (com várias versões de carroçaria) haveria de acompanhar o piloto até ao final da carreira desportiva. A prova correu razoavelmente bem e Américo Nunes conseguiu ser o 3º piloto português e 9º da geral, conquistando assim alguns pontos preciosos que lhe permitiriam lutar pelo título nacional até à última prova do ano. Mais importante ainda, Américo Nunes e o seu 911 azul ofereceram à Porsche dois pontos para o Mundial de Ralis.
   
Volta à Ilha da Madeira, 1977: no ano do regresso, Américo Nunes andou sempre em muito bom nível com o CG-39-87 e conseguiria mesmo o triunfo na Volta à Madeira, após grande luta com o Porsche Carrera RS de André Martinho. Curiosamente, o carro do piloto albicastrense era o antigo CA-50-14 roxo que Nunes utilizou no Campeonato Nacional de Ralis de 1973 e com o qual António Borges fez o Europeu de 1975.
   
Rali do Algarve, 1977: na última prova do ano, Américo Nunes "voa" a caminho do título de vice-campeão nacional de ralis. Note-se que após este ano do regresso, a decoração do 911 CG-39-87 varia de prova para prova, consoante os patrocínios angariados.
   
Rali Rota do Sol, 1978: imparável nas estradas da Marinha Grande, Américo Nunes venceu o segundo rali após o regresso às competições. Este triunfo teve um sabor muito especial porque foi conquistado na presença de forte concorrência. O 911 CG-39-87 surgiu em 1978 aligeirado, com os pára-choques em fibra, mas ainda equipado com o motor 2.4 de 190 CV. De qualquer modo, a performance de Nunes mantinha-se ao mais alto nível, e os seus feitos eram agora divulgados sem complexos pelos media, num notável contraste com as severas reportagens anteriores a 1974.
   
Rali de Portugal, 1979: Américo Nunes, com António Morais, na PEC da Lagoa Azul, com o 911 S 2.4 CG-39-87, no início de mais uma excelente prova que apenas seria interrompida devido a uma desclassificação, após engano no percurso provocado por umas notas antigas que o piloto utilizou e que não foram convenientemente revistas para o rali desse ano. Além de tudo o mais, a Porsche perdeu a uma mais que provável hipótese de alcançar novamente uma boa pontuação no Campeonato do Mundo de Ralis. (foto: colecção Ricardo Santos)
   
Volta a Portugal, 1979: Espectacular instantâneo de um troço disputado numa pista de autocross. Convidado à última hora pela organização de uma prova que precisava de um número mínimo de participantes para se manter no campeonato europeu, Américo Nunes impôs o 911 S 2.4 no troço de Abrantes. Note-se que não tinha havido tempo para treinar e o navegador nunca esteve em sintonia com o piloto. Possivelmente por falta de habituação ao ritmo imposto por Nunes, o referido navegador começou por perder a voz para depois perder a carta de controle, obrigando a equipa à desistência!
   
Camélias 1980: No dia de estreia do renovado 911 (agora com motor de Carrera 2.7 e novos pára-choques “Série G”) Américo Nunes fez uma bela prova, marcada pelo duelo da velha guarda, que o opôs ao Ford Escort RS2000 de Giovanni Salvi. No final, o Porsche verde e branco alcançou um bom 5º lugar da geral, apresentando desse modo a candidatura da equipa ao título nacional de ralis.
   
 
Rali de Portugal, 1980: em grande estilo, provavelmente no troço de Montejunto, num rali com inúmeros problemas que levariam à desistência já perto do final. No entanto, nos troços onde tudo correu pelo melhor, o andamento foi suficientemente bom para Silva Fernandes escrever na sua reportagem para a revista Automundo que "o veterano Américo Nunes foi forçado a desistir perto do final, mas até lá voou baixinho, com as cores da Air-Portugal"
   
A volta à Ilha da Madeira de 1980 terá sido a última grande corrida de Américo Nunes que na companhia de João Baptista e do fiel 911 CG-39-87 (rejuvenescido com um motor de Carrera 3 litros), conseguiu ser o melhor piloto português e o terceiro da geral, atrás do inalcançável Fiat 131 Abarth de Adartico Vudafieri e do Alfa Romeo Alfetta GTV Turbo de Maurizio Verini..
   
Volta a S.Miguel, 1980: inúmeros problemas com o cabo de embraiagem e com a caixa, foram de algum modo atenuados por uma prova bem treinada, um jogo de pneus novo e uma inspirada segunda etapa. O resultado foi um brilhante 3º posto da geral, com o habitual 911 branco.
   

Rallye de Portugal, 1981: o incansável 911 CG-39-87 alinhou mais uma vez à partida do mais importante rali do campeonato, onde efectuou uma boa prova, apenas travada no Buçaco por dois furos consecutivos, uma roda esquecida no carro de assistência, e uma suspensão partida em consequência de rolar sobre a jante até ao final do troço. Entretanto, porque o patrocinador impunha um navegador que não correspondia às necessidades de um piloto semi-profissional, Nunes preferiu prescindir do patrocínio e terminar a época de 81 após o rali de Portugal. Por esta altura, Américo Nunes ainda era popular ao ponto de ser possível ver inúmeras inscrições a evocar o seu nome (VV Américo Nunes), pintadas no chão da primeira classificativa do rali, à boa maneira do Targa Florio...

   
 
Reabertura do Autódromo do Estoril, Outubro de 1981: Américo Nunes participou com o habitual Porsche de ralis, na jornada que marcou o regresso das competições à pista do Estoril. No final, a aventura saldou-se por um honroso 5º lugar da geral, numa corrida ganha pelo Porsche Aurora RSR de Rufino Fontes. Foi a última participação de Nunes numa prova do Campeonato Nacional Velocidade. Note-se que para esta última aparição, o CG-39-87 foi decorado como se fosse o antigo 911ST LG-36-76 "Bomba Verde", integralmente pintado de verde e com as jantes Minilite nas rodas de trás. No entanto, tal evocação do passado deveu-se apenas a uma casualidade: como não possuía jantes Fuchs em número suficiente, o piloto recuperou as antigas Minilite do "ST" que tinham ficado armazenadas desde o início dos anos 70 e a pintura verde devia-se a umas sobras de tinta que existiam na sua oficina Zagaia...
   
O última prova do Campeonato Nacional de Ralis na carreira de Américo Nunes foi o Rali das Camélias de 1983. Após ter estado inactivo parte do ano de 1981 e ao longo do ano de 1982, Nunes regressou com o habitual CG-39-87 (que também era o seu carro do dia-a-dia) nessa altura equipado de novo com o motor 2.7, sendo suficiente para alcançar o 12º lugar da geral, depois de uma intensa luta com o então jovem Manuel Mello-Breyner. Por essa altura, os primeiros lugares dos ralis do CNR já estavam fora do alcance de um velho 911 quase de série.
   

Rali das Camélias, 1983: o Porsche de Américo Nunes e o Volkswagen Golf GTi de Manuel Mello Breyner, na classificativa disputada no Autódromo do Estoril. Nesta foto são bem visíveis as jantes Minilite, herdadas do antigo 911 ST. (foto: Ricardo Grilo)

   

Para matar saudades e conviver com a velha guarda, Américo Nunes continuou a alinhar durante algum tempo mais nos ralis de veteranos do ACP, provas de regularidade que recordavam os primeiros momentos da carreira do piloto. Numa primeira fase ainda utilizou o fiel CG-39-87 que era também o seu carro do dia a dia.

   
Depois de vender o antigo carro de ralis, Américo Nunes utilizou ainda este novo 911 de 3 litros, matrícula NF-07-13 que aqui vemos num outro Rali de Veteranos do ACP, acompanhado por Evaristo Saraiva. Note-se a publicidade à Bio-Strath, anunciante que já tinha decorado os carros de Nunes... nos anos 60!
   
Reencontro clássico: em 2003, Américo Nunes voltou a sentar-se ao volante do seu antigo 911 ST, para disputar o "slalom" evocativo do Rali de Portugal, no decurso do Estoril Historic Festival. Aqui vemos o piloto na companhia de Camilo de Freitas, um velho conhecido que foi comissário de Boxes do Circuito de Vila do Conde, entre 1968 e 1993. (foto: José Mota Freitas)
   

Após mais de 30 anos de separação, Américo Nunes ensaia no "paddock" o 911 ST "Bomba Verde", pouco antes do "slalom" evocativo do rali de Portugal. Depois de muitas vicissitudes, este histórico 911ST é actualmente propriedade de um piloto/coleccionador, residente no concelho de Cascais. (foto: Ricardo Grilo)

   
Porto, 2004: o Carrera RS CA-50-14, no decurso dos trabalhos de reconstrução na 356 Garage. Este Carrera RS será provavelmente o carro de ralis em Portugal que mais quilómetros de competição terá realizado. Em breve poderá voltar às lides, desta feita em ralis de regularidade para clássicos. (foto: Ricardo Grilo)

Todas as fotos apresentadas fazem parte da colecção particular de Américo Nunes, excepto quando assinalado em contrário

   

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