Encontro de Clássicos desportivos no Estoril (2003)
No final de 2003 houve uma concentração de clássicos de competição no Autódromo do Estoril que reuniu um interessante lote de máquinas inéditas no nosso país. A organização do evento visa permitir aos proprietários de carros históricos o prazer de os rodar em condições de segurança, sem ser em ambiente competitivo, incompatível com o estatuto histórico e original dos seus valiosos modelos. Assim, foi possível ver um lote de carros tão originais que variavam desde um Ford GT40 até ao Porsche 908/80 segundo classificado em Le Mans de 1980. Aliás, a maioria dos presentes possuíam criações da marca de Zuffenhausen que por razões óbvias, escolhemos como representativos do acontecimento:
 
Porsche 906: para muitos, o “Carrera 6” foi primeiro carro moderno e um dos mais belos desenhos da história do automóvel. Foi também o primeiro Porsche de competição da era Ferdinand Piech e aproveitava algumas peças do anterior 904 GTS nomeadamente os triângulos de suspensão e as rodas de 14 polegadas que obrigavam à utilização dos grandes guarda-lamas característicos do 906. Utilizado pela equipa de fábrica apenas em 1966, em seguida seria um carro muito popular entre os pilotos privados, nomeadamente em Portugal onde correram alguns exemplares nas mãos de Carlos Santos, Mané Nogueira Pinto, Andrade Villar, Filipe Nogueira e Américo Nunes.
Porsche 910: o sucessor do 906, apesar de ter as mesmas dimensões, destacava-se por possuir um desenho sem compromisso, mais fluído, em parte devido à utilização de novas jantes de 13 polegadas (e porca central) que permitiam um desenho de guarda-lamas menos proeminente do que no 906. Foram produzidas 25 unidades, da quais 7 foram utilizadas pela equipa de fábrica, podendo ser equipados com motores Flat-6 de 2 ou 2.2 litros ou então com o novo 8 cilindros de 2.2 litros. Em Portugal correram alguns exemplares, mas sempre pelas mãos de pilotos estrangeiros no Circuito de Vila Real.
Porsche 910: detalhe do interior do carro, sendo bem visível o sistema de abertura das portas, totalmente diferente do utilizado no Carrera 6. Este carro da imagem tem o chassis #910 022, cuja história não conseguimos determinar com segurança, mas que nunca terá corrido com a equipa de fábrica.
Outra imagem do Porsche 910 #022, nas boxes do autódromo do Estoril. Um dos detalhes curiosos deste modelo residia na capota amovível que facilitava a ventilação nas provas disputadas em clima meridional. Ao fundo, o Porsche 908/3 (com motor Flat-8 de 3 litros) da equipa de John Wyer com que Pedro Rodriguez e Herbert Muller desistiram na Targa Florio de 1971 e, encoberto pelo protótipo, um anónimo Porsche 904 GTS.
Porsche 908/80: Reinhold Joest construiu este 936 para correr em Le Mans de 1980, onde ficou em segundo da geral, atrás do Rondeau M379 de Jean Rondeau e J.P.Jaussaud. Como a Porsche não se queria envolver oficialmente no projecto, a verdadeira identidade do carro foi escamoteada debaixo da designação 908/80. Ou seja, alegadamente seria apenas uma evolução de um dos 908/3 de Joest, equipado com um motor Flat-6 turbo de 2140cc, idêntico ao dos carros da equipa de fábrica…
Detalhe do habitáculo do Porsche 908/80: o exemplar que veio ao Estoril tem o chassis #936 004 e foi restaurado por David Morse, de acordo com as cores de Le Mans de 1980. Nessa prova, o "908" (patrocinado pela Martini, tradicional "sponsor" dos carros oficiais) ficou em segundo lugar da geral. Em 1981 ainda regressaria à pista de La Sarthe, tendo desistido após ter comandado nas primeiras horas. Como 908/80, o carro ficaria ainda em 2º da geral nos 1000 km de Nurburgring de 1981. Para 1982, já com o regulamento do Grupo C em vigor, e com os Grupo 6 +2000cc impedidos de participar em provas do Mundial, o carro de Joest alinhou e venceu no DRM (campeonato alemão) já assumido como 936/80 e com Bob Wolleck ao volante.
Porsche 935: em 1976 a Porsche apresentou este derivado do 911 Turbo (ou 930 turbo) para correr e vencer no Campeonato Mundial de Marcas. Estes carros que na primeira versão tinham um chassis derivado de série e um motor Flat-6 com um turbo compressor KKK e cerca de 650 cv, foram evoluindo ao longo dos tempos até chegar a versões tão extremas como o 935/78 (vulgo Moby Dick) ou às versões K-3 e K-4 dos irmãos Kremer, que possuíam já motores bi-turbo com perto de 800 cv e um chassis parcialmente tubular. O carro da imagem parece ser um dos dois 935 produzidos em 1976. No ano seguinte foi produzida uma série destes carros para vender a equipas privadas, mas exteriormente distinguiam-se dos modelos oficiais de 76 por terem uma espécie de embaladeira entre os guarda-lamas dianteiros e traseiros.
   
Fotos Arquivo SportClasse / Jorge Nunes.  

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